Filho de Torbet e Mary Lavínia Octavius, o franzino Otto Gunther Octavius sofria, na escola, perseguições dos valentões. Para desgosto de seu pai, era incapaz de revidar. O velho Torbet faleceu pouco antes de Otto ingressar na faculdade sem suspeitar do destino do menino.
Já formado e físico nuclear de renome, o jovem cientista desenvolveu um aparelho composto de tentáculos hidráulicos para tornar mais segura a manipulação de isótopos radiativos. Na época, apaixonou-se por Mary Alice Burke, mas o namoro não deu certo por influência da mãe de Otto. Pouco depois, durante uma discussão, Mary Octavius sofreu um ataque cardíaco. Sua morte levou o filho a mergulhar insanamente no trabalho, propiciando que, num descuido, sofresse um acidente com materiais radioativos.O acidente fez com que o conjunto de 4 tentáculos mecânicos controlados por direcionais presos ao abdome, para a manipulação de material radioativo (visto que seu surgimento remonta à Guerra Fria e à paranóia em relação às bombas atômicas). Ele fundiu esse conjunto de tentáculos em seu corpo, dando-lhe a habilidade de controlá-los com o pensamento e ao mesmo tempo deturpando sua mente, fato que o transformou no Dr. Octopus, megalomaníaco fora-da-lei possuidor de 4 possantes tentáculos mecânicos. Iniciou-se, então, sua carreira criminosa e uma extensa seqüência de batalhas contra o Homem-Aranha. Octopus teve o mérito de ter sido o primeiro vilão a derrotar o herói aracnídeo, embora seu ponto fraco, nas primeiras histórias, fosse a pouca visão (tornava-se virtualmente cego sem os óculos).
Otto teve um caso amoroso com a Tia May, com quem quase se casou, sendo interrompido na última hora por um ataque do Cabeça de Martelo. Após esse episódio, o inusitado casal não voltou a se juntar, alegando-se que o doutor voltou a ser dominado pela loucura. Para comprovar esse diagnóstico, ele apareceu em uma história na qual obriga cirurgiões a reimplantarem os tentáculos em seu corpo. Tempos depois, sem saber desse fato, o Homem-Aranha arranca um dos tentáculos, causando grande dor e desespero no vilão.
Cansado de sucessivas derrotas, Octopus idealizou a formação do Sexteto Sinistro. No princípio, este grupo de supervilões, era composto por Elektro, Abutre, Mysterio, Kraven, Homem-Areia e o próprio Octavius, mas hoje, poucos da formação inicial permanecem nele, inclusive seu criador: Kraven e Abutre saíram, dando lugar a Rino e Camaleão.
Embora mortífero e cruel, Octopus chegou a nutrir um inusitado respeito pelo Homem-Aranha. Por isso, certa vez, foi ele quem salvou o herói de um vírus desenvolvido por dois outros criminosos, Abutre e Coruja. Coincidentemente – ou não – anos antes Octopus havia sido pensionista de May Parker e desenvolveu uma relação de afeto com a tia de Peter.
Outros eventos importantes da qual participou foi a morte do Capitão Stacy (pai de Gwen Stacy), a morte de um irmão de Betty Brant e a quase morte da Gata Negra.
Durante A Saga do Clone, Octopus foi assassinado por Kaine, um dos clones de Peter Parker. Durante o período da sua morte, foi substituído por uma versão feminina (Doutora Octopus). No entanto, não continuou fora de circulação muito tempo, sendo ressuscitado pela organização criminosa Tentáculo. Tal evento afetaria a personalidade do vilão, tornando-o cada vez mais perverso, a ponto de, na atualidade, ameaçar o mundo com um superaquecimento artificial, obrigando os Vingadores a lutar contra ele e o Sexteto Sinistro. E o líder dos heróis mais poderosos da Terra é um velho conhecido: o Homem-Aranha, que ainda conta com a ajuda de Silver Sable!
Quando atualizou o surgimento de Octopus em Gênese, John Byrne fez o acidente que o havia transformado ser o mesmo que irradiara a aranha responsável pela alteração de Peter Parker, unindo assim as duas origens. Gênese, no entanto, é considerada uma história alternativa, não reconhecida pela cronologia oficial iniciada por Stan Lee nos anos 60.[1]
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