Marrocos (em árabe: المغرب; transl.: al-Maġrib; em berbere: Amerruk / Murakuc; em francês: Maroc; AFI: [ma.ʁɔk]), oficialmente Reino de Marrocos[5] (em árabe: المملكة المغربية; transl.: al-Mamlakah al-Maġribiyya; em tifinague: ⵜⴰⴳⵍⴷⵉⵜ ⵏ ⵓⵎⵔⵔⵓⴽ; transl.: Tageldit n Umerruk; em francês: Royaume du Maroc) é um país localizado no extremo noroeste da África, estando limitado a norte pelo Mediterrâneoe pelo estreito de Gibraltar, por onde faz fronteira marítima com a Espanha e Gibraltar. Já por Ceuta, e por Melilha faz fronteira terrestre com a Espanha, sendo estas últimas enclaves espanhóis do Norte de África. A leste e a sul faz fronteira com a Argélia, a sul pela Mauritânia através do Saara Ocidental, território maioritariamente por si controlado mas com aspirações separatistas e, a oeste pelo Oceano Atlântico. Junto com a França e a Espanha tem fronteiras simultâneas com o mar Mediterrâneo e o Oceano Atlântico. A capital do país é a cidade de Rabat, não obstante a maior cidade e mais importante economicamente ser Casablanca.
Marrocos retirou-se da União Africana, quando a República Árabe Saariana Democrática foi aceite como membro pleno de direito da organização supranacional, sendo por isso o único país do continente africano a não fazer parte daquela.
Em 1472, os sultões de Fez perderam todos os seus territórios estratégicos e já não têm o controle do Estreito de Gibraltar. Os Portugueses apoderam-se de Tânger, em 1471, que quase dois séculos mais tarde ( 1661) cedem a Inglaterra como dote da rainha Catarina de Bragança a seu marido Carlos II de Inglaterra.
Durante o governo português (1471-1661), Tânger é a capital do Algarve, em África, porque existem dois Algarves, a da Europa e a de África, tanto um como outro considerados territórios pessoais da Dinastia de Avis e depois da dinastia de Bragança (o rei de Portugal também tinha o título de Rei dos Algarves). Sob os reinados sucessivos de Afonso V, João II e Manuel I (período que marca o apogeu da expansão portuguesa) o Algarve africano abrange quase toda a costa atlântica de Marrocos, com a excepção de Rabat e Salé. Os Portugueses controlam a parte costeira que se estende desde Ceuta até Agadir(Fortaleza de Santa Cruz do Cabo de Gué), tendo como marcos as praças fortes de Alcácer-Ceguer, Tânger, Arzila, Azamor, Mazagão e Safim e do Castelo Real de Mogador. Estas possessões formam asfronteiras, e são usadas como paradas na rota do Brasil e do Estado Português da Índia. No entanto, a maioria de Marrocos português é conquistada pelos Saadianos em 1541. A última fronteira é a de Mazagão, recuperada pelos marroquinos em 1769. Os espanhóis, quanto a eles dominam parte da costa do Mediterrâneo com os presídios de Melilla e o Ilhote de Vélez de la Gomera, assim como a região deTarfaya em frente das ilhas Canárias. Também conservam o controlo de Ceuta após a Restauração da Independência de Portugal em 1640. Os Wattássidas enfraquecidos, finalmente, cedem o poder a uma dinastia que reivindicava uma origem árabe Xerifiana, os Saadianos em 1554.[6]
A República de Salé, também conhecida como República do Bu Regregue, foi uma cidade-estado marítima independente entre 1627 e 1668 situada na foz do rio Bu Regregue, no que são atualmente as cidades de Rabate Salé, no noroeste de Marrocos. O estado era governado por piratas e corsários, pelo que outro nome pelo qual é conhecida é República dos Piratas do Bu Regregue.
Na origem da república esteve a chegada a Salé de um grande número de mouriscos expulsos de Espanha por ordem do rei espanhol, que estabeleceram na margem sul do rio uma comunidade de piratas, aproveitando as defesas naturais oferecidas pelo estuário do Bu Regregue, nomeadamente os baixios à entrada do porto. A comunidade prosperou fruto sobretudo de ataques navais e de raides, em muitas ocasiões levados a cabo nas costas de Portugal e Espanha, mas que muitas vezes se estenderam a outras regiões, chegando em alguns casos a locais tão distantes como a Cornualha ou até mesmo a Islândia e a América do Norte. No Reino Unido, os piratas de Salé ficaram conhecidos como Sale Rovers, Sallee Rovers ou ainda Sally Rovers, o que é testemunhado, por exemplo, nas aventuras deRobinson Crusoé, que foi cativo de piratas de Salé.
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