O mico-leão-preto (nome científico: Leontopithecus chrysopygus) é um Macaco do Novo Mundo, da família Cebidae e subfamília Callitrichinae, gênero Leontopithecus. É a espécie de mico-leão que ocorre no estado deSão Paulo, e já ocorreu em quase toda a extensão entre o rio Paranapanema e o rio Tietê. Atualmente, encontra-se apenas em nove localidades do estado de São Paulo, sendo o Parque Estadual Morro do Diabo a única em que é possível ter uma população viável a longo prazo. Já foi considerado uma subespécie, sendo uma espécie propriamente dita atualmente, tendo um ancestral em comum exclusivo com o mico-leão-dourado.
O mico-leão-preto pertence ao gênero Leontopithecus, grupo monofilético da família Cebidae e subfamília Callitrichinae.[2] Foi descoberto por Johann Natterer, em 1822, perto de Ipanema, atual Sorocaba, mas só foi descrito e classificado por Johann Christian Mikan, em 1823.[4] [1] O gênero Leontopithecus foi proposto por Hershkovitz (1977) como monotípico, sendo Leontopithecus rosalia a única espécie: o mico-leão-preto era umasubespécie (L. r. chrysopigus), junto com o mico-leão-dourado (L. r. rosalia) e mico-leão-de-cara-dourada (L. r. chrysomelas).[2] [5] Essa classificação foi revisada, e atualmente, é considerado, junto com as outras espécies de micos-leões, uma espécie propriamente dita.[1] [2] [3] [6]
Evidências genéticas apontam para um período muito recente de diversificação dos micos-leões, a partir de refúgios de floresta no Pleistoceno.[7] A espécie mais aparentada ao mico-leão-preto é o mico-leão-dourado, que provavelmente compartilhou um ancestral que possuía pelagem escura.[8] [9] [10] [11]
Originalmente, o mico-leão-preto era encontrado por todo do estado de São Paulo ao longo da margem direita do rio Paranapanema e da margem esquerda do rio Tietê.[13] Coimbra-Filho (1973) cita que ele pode ter existido na bacia do rio Ivinhema, no Mato Grosso do Sul, mas essa ocorrência nunca foi confirmada.[13]
As regiões em que habitam o mico-leão-preto estão em áreas com até 2 000 mm de precipitação anuais, sendo a estação chuvosa em janeiro, e seguindo a classificação climática de Köppen-Geiger o clima ao longo de sua distribuição é dos tipos Cfa, Cfb, Cwa e Aw.[13] No Pontal do Paranapanema, onde ocorre a maior população vivente, o clima é mais seco.[13] É encontrado na floresta estacional semidecidual até 300 m de altitude, principalmente em florestas ripárias e com árvores de grande porte, ocupando estratos mais altos da floresta, entre seis e dez metros de altura.[13]
A ocorrência atual está reduzida a poucos fragmentos florestais totalizando 440 km², sendo a maior parte no Parque Estadual Morro do Diabo, em Teodoro Sampaio.[14] [15] Existem outras populações no município de Gália, na Estação Ecológica dos Caetetus, e em Buri.[14] Outras unidades de conservação que ele ocorre são a Estação Ecológica Mico-Leão-Preto, localizada no Pontal do Paranapanema com cerca de 5 500 hectares, e aEstação Ecológica de Angatuba.[15] O restante dos mico-leões-preto estão em propriedades particulares na parte oeste de sua distribuição geográfica.[14] [15]
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